Os funcionários da Engelétrica, empresa que presta serviços terceirizados a Enersul, como leitura de relógio, corte, religação e inspeção, fizeram uma paralisação em frente à Enersul no dia 12 porque, segundo eles, não receberam o valor total do ticket de alimentação. De acordo com o presidente da Sindicato dos Eletrecitários de Mato Grosso do Sul (Sinergia/MS), Élvio Marcos Vargas, esta não é a primeira vez que a empresa atrasa pagamentos.
Os trabalhadores pedem que sejam pagos os R$ 90 reais que faltam para completar os R$ 180 do ticket e, caso as reivindicações não sejam atendidas, eles não descartam a possibilidade de greve. Com a paralisação, 50% da área urbana de Campo Grande fica sem os serviços como os de religação de energia e leitura de relógios. De acordo com os trabalhadores, a Enersul os abandona diante das dificuldades em negociar com os patrões, daí a mobilização em frente à Enersul.
Segundo Élvio Marcos Vargas, o não pagamento dos funcionários gera um efeito dominó, que afeta além dos funcionários, a Enersul e o atendimento à população. Vargas comenta ainda que é contra a terceirização e que vai cobrar soluções da Enersul porque é a empresa quem terceiriza.
O diretor de comunicação da Enersul, Henrique Xavier, disse que não tem obrigação em relação aos funcionários terceirizados. ”Nós temos um contrato e cada um tem que fazer o que lhe cabe”. Xavier disse ainda que a terceirização é uma forma de valorizar a prestação de serviços e a interdependência.