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Fim do IPI na linha Branca altera regime de vendas e contratações no comércio

08/11/2009, 23:20
Loja tem aumento nas vendas por causa do fim do IPI

Terminou neste sábado (31) o prazo fixado pelo governo para a redução do Imposto sobre Produtos industrializados (IPI) na linha branca. A política de desonerações para reverter os efeitos da crise financeira no Brasil foi uma alternativa do governo para estimular a economia diante do período de recessão e abrangeu além dos eletrodomésticos, setores como o da contrução civil e o automativo. 

Em vigor desde abril, a medida possibilitou à indústria e ao varejo retomarem as vendas desses bens duráveis, afetadas pelo período crítico da economia mundial. Sob a justificativa de que a prorrogação da renúncia fiscal manterá aquecido o mercado de trabalho da indústria da linha branca e do comércio, que é o segundo maior empregador do País, o setor varejista se reuniu com autoridades do governo na tentativa de obter apoio. 

Ao saber que a redução fiscal acabava neste sábado, o publicitário, Carlos Bertini, comprou três aparelhos com sua noiva, Bruna Sales. Ele disse que “não podia deixar de economizar dinheiro nesta compra. “Eu e minha noiva vamos nos casar em dezembro e todo dinheiro que economizamos é bom para nós”, afirma. Segundo Fábio Andrade, gerente de vendas de uma das lojas da rede Casas Bahia em Campo Grande, com o a manobra do governo em alterar IPI, as vendas do estabelecimento aumentou 60 % em relação a mesma época, no ano passado. “Quando o IPI baixa, as pessoas assistem na tevê e mesmo sem entender muito a respeito, correm para as lojas, em busca da economia na compra imediata”, explica Fábio.

No dia 21 de outubro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, declarou à Folha de S. Paulo que tem simpatia pela manutenção do desconto, pois gostaria que a população tivese a sensação de ganho ao gastar o 13º salário nas contas de Natal. O desconto no IPI para a linha branca representou para a Receita Federal uma perda de arrecadação de R$ 264 milhões. Inicialmente, a medida vigoraria apenas em maio e junho, mas o governo estendeu o prazo até o final de outubro.


Autor: Lucas Marinho e Cláudia Camargo




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