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| Arquiteto comenta detalhes do livro |
O lançamento do livro “História da Arquitetura de Mato Grosso do Sul – origens e trajetórias, do arquiteto e professor de pesquisa da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) Ângelo Arruda foi destaque no último dia 23 de outubro, sexta-feira, no Museu da Arte Contemporânea (MARCO).
A obra recebeu apoio do Fundo de Investimentos Culturais (FIC) e é resultado de uma pesquisa realizada em 2003 e 2004 com a parceria do fotógrafo Rachid Waqued. Esta é a 10ª obra publicada pelo autor e o seu diferencial é a abordagem da arquitetura das cidades históricas do interior do estado. Para Arruda “a questão central do livro é colocar as claras o patrimônio arquitetônico do estado”. Segundo o arquiteto, as prefeituras de cidades como Aquidauana e Bela Vista trabalham na preservação de seus prédios históricos, mas outras cidades não. “Alguns patrimônios apresentados no livro não existem mais e o que eu quero mostrar é que há pelo menos 400 edifícios importantes nesta obra cujo apenas 10 são tombados. O que nós vamos fazer com os outros 390?”, questionou.
A obra de 200 páginas é dividida em quatro capítulos e apresenta, entre outras novidades, a cidade de Santiago de Xeres, fundada em 1593 e descoberta pelo arqueólogo e professor da UFMS, Gilson Martins. Presente no lançamento, Martins comentou que “Santiago de Xeres projeta Mato Grosso do Sul para além se suas fronteiras e significa o início da construção do estado em seu passado platino do século 17”.
O evento reuniu autoridades como o presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Américo Calheiros, que destacou a importância da iniciativa do professor de registrar a história da arquitetura no interior do estado. “O Ângelo Arruda vai atrás do que é mais precioso para a nossa história e resgata a memória do estado jogando luzes em alguns fatos que não tínhamos a oportunidade de conhecer”, disse Calheiros.