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| Pronto Socorro da UFMS pode estar com os dias contados |
O governo federal regulamentou o pagamento de plantões do hospital Universitário (HU) da UFMS. A medida reduziu em 76% o número de plantões pagos aos servidores da unidade e poderá levar a direção a fechar o Pronto Atendimento Médico (PAM). O Ministério da Educação regulamentou uma lei federal que permite o pagamento de plantões pelo HU. O número terá redução drástica de 76,82%, de aproximadamente 4 mil para 927.
A direção da instituição estuda o fechamento do Pronto Socorro da instituição, o que ameaçará o atendimento de saúde de emergência na rede pública de Campo Grande, e sobrecarregará hospitais como Santa Casa e o Regional de Mato Grosso do Sul, Rosa Pedrossian. Segundo o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores Técnicos-administrativos, Juarez Mendes de Souza, apenas seis dos cerca de 20 setores foram autorizados a pagar plantões: o PAM, centro cirúrgico, centro obstétrico, Centros de Terapia Intensiva (CTis) adulto e infantil e UTI Neo-natal. Juarez Mendes disse que com a medida, o HU solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma brecha para manter o pagamento dos plantões até o fim deste ano.
Os dois órgãos rejeitaram a proposta, obrigaram direção a estudar outras alternativas. Segundo ele, a redução atingirá a maior parte dos servidores do HU, em torno de 600 dos 900 funcionários recebem plantões. Juarez também afirmou que a instituição deverá ter mais perdas do que benefícios com o fechamento do PAM.