Na Feira Central de Campo Grande, não existe coleta de lixo seletiva e os dejetos e outros tipos de despojos são misturados ao lixo comum. A diretoria da feira diz que existe um projeto em andamento, mas não há data para implantação.
As diversas barracas do local costumam jogar o lixo em lixeiras simples, sem realizar a separação entre plástico, orgânico, vidro e papel. Nas barracas de vegetais, o desperdício é visível, sempre que os feirantes separam as hortaliças “novas” das “velhas”. São todas jogadas no lixo.
Alguns clientes costumam pedir estes restos, para alimentar seus animais de estimação ou usar como adubo. É o caso da professora Ana Rosa Magalhães, que leva hortaliças para seus coelhos de estimação, “eu sempre peço o resto dos alfaces, pois vejo que eles costumam jogar tudo fora. É muito desperdício”, conta a professora.
A presidente da Associação da Feira Central e Turística de Campo Grande (Afecetur), Alvira Appel, conta que existe o projeto de implantação da coleta seletiva na Feira, mas a burocracia impede os tramites. “Teremos um projeto modelo e estamos esperando por 2 anos, mas ele está parado, com o dinheiro retido na Caixa Econômica devido a burocracia. Assim que for liberado, nós o implantaremos com certeza”, conta Alvira. O projeto, além da Afecetur, conta com a participação da prefeitura e do Ministério das Cidades. Por enquanto, o lixo continua a ser despojado sem critérios.