A Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis (PREAE), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, dá assistência psicológica para acadêmicos que necessitam do serviço. Atualmente é realizado um trabalho individual com cada aluno e a partir do segundo semestre de 2009, o programa realizará atendimento em grupos para abranger mais pessoas.
Segundo a psicóloga da PREAE, Ana Lúcia Martins, a maioria dos estudantes passa por estresse no inicio da faculdade. “ A mudança de ambiente, a rotina do ensino médio, os amigos, a universidade não é uma escola, não tem muro, não tem ninguém para cobrar. Por isso muitos estudantes entram na faculdade com a ideia de que tudo é ‘festa’. Mas no decorrer dos anos eles percebem que é necessário mudança na vida, e por conta disso causa estresse e até depressão”.
Para alguns estudantes a culpa está nos professores, a acadêmica Paula* fala que “ cada professor acha que sua matéria é mais importante que as outras. É difícil fazer todas as tarefas com equilibro”. A psicóloga ainda explica que é necessário um diálogo aberto com o professores. “Quando o aluno começa a esquecer as tarefas, ele não corresponde às suas obrigações. O esquecimento geralmente é algo que identifica o estresse”.
Responsabilidades que chega de uma maneira que muitos não estão preparados psicologicamente para enfrentar essas mudanças. Ana Lúcia ainda ressalta que “ toda mudança causa ansiedade e assim causa estresse, que muitas vezes pode gerar uma depressão”. O número de estudantes estressados, que aumenta a cada ano, é alarmante. O estresse é um dos problemas que afetam a vida de inúmeros estudantes de universidades. Muitos procuram ajuda psicológica e psiquiátrica.
A maioria dos estudantes não entende o motivo de tanta ansiedade, enquanto que outros têm a consciência do papel da universidade. O acadêmico do 2º ano de Ciências Sociais, Gustavo Vargas, comenta que “ vê universitários saindo com pouca ou nenhuma qualificação, pessoas despreparadas para o mercado. O problema não está na quantidade de cobrança, mas no tempo que o estudante dedica às disciplinas e, obviamente, o que se pode exigir ao professor é apenas uma certa flexibilidade de modo que se respeite aqueles que precisam se manter, trabalhar e sustentar”.
A psicóloga ainda dá as dicas para reduzir o estresse, como escutar atentamente as explicações em sala de aula e fazer boas anotações para consultá-las depois. Isso reduziria o estresse na sala de aula. Praticar algum esporte e procurar tempo para você se divertir também são outras recomendações para aliviar o estresse e atingir os objetivos como um bom estudante.
Para mais informações acesse o endereço www.preae.ufms.br