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Reajuste salarial de servidores é sancionado na 2° feira

19/05/2009, 17:42
Deputados votam projeto de Reajuste dos Servidores

O governador André Puccinelli (PMDB) sancionou nesta segunda-feira o reajuste dos servidores públicos estaduais. O teto do reajuste é de 24,2% e o piso, de 6%. Os projetos foram aprovados pela Assembleia Legislativa por unanimidade, na última quinta-feira. O aumento é retroativo ao dia 1º de maio e virá na folha de pagamento dos servidores em junho.
 
Conforme o projeto do Executivo, o reajuste será de 6% a 10,42%, para policiais militares; de 11% para servidores administrativos com nível superior; de 17,4% para os que possuem  ensino médio e de 20,48% para quem tem nível fundamental. Os policiais civis receberão um aumento de 16,69%, além da criação da quarta classe e diferenciação salarial de 20% entre uma classe e outra. Servidores comissionados terão aumento de até 24,2%.
 
Os servidores protestaram por algumas vezes, principalmente os policiais. No dia da votação não compareceram a Assembléia, fato que surpreendeu os deputados da oposição. “Onde estão os servidores? Para fazer barulho? Sabe o que é isso? É a política ditatorial do governo André Puccinelli, que amedronta todos”, comentou o deputado estadual Pedro Kemp (PT).
 
O governador André Puccinelli ameaçou cortar o reajuste dos policiais civis, caso ocorressem mais protestos, após duas paralisações realizadas nas últimas semanas. Mesmo sem concordância com o reajuste oferecido pelo governo, a categoria recuou.
 
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (SINPOL), Paulo Carvalho, adiantou que por não concordar com os percentuais oferecidos, eles não acompanhariam a votação e entrariam com ação na Justiça.
 
Segundo o assessor jurídico e vice-presidente da Associação de cabos e soldados da PM, que representa os policiais militares, Edmar Soares, os policiais não concordam com o índice proposto porque reivindicavam 18% ao longo de cinco anos. Soares enfatiza que as manifestações para aumentar o índice não podem recair apenas sobre a entidade. Comentou que: “Para qualquer mobilização precisa do apoio da maioria absoluta”.
 
Durante a votação do projeto, houve uma confusão entre a bancada do PT e o deputado Diogo Tita (PMDB). Porém, não atrapalhou a votação. Os petistas explicaram que aceitaram o acordo porque houve conversa com as categorias e todas estão, se não satisfeitas, mas conscientes de que já não havia muito em que avançar na discussão. Alguns Servidores da Seguridade Social e Saúde e do Sistema Penitenciário estiveram na sessão, mas não se manifestaram.
 
O reajuste foi publicado nesta segunda-feira (19) no Diário Oficial, que pode ser acessado em: (www.imprensaoficial.ms.gov.br).

 

 


Autor: Denis Borat




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