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Alta do dólar afeta turismo internacional

15/10/2008, 22:39
Dólar turismo cotado a R$ 2,33

A alta do dólar, impulsionada pela crise financeira, reduziu o número de viagens internacionais nas últimas semanas. O preço da maioria das passagens aéreas internacionais é cotado na moeda norte-americana.

O consultor de viagens e lazer, Luís Filipe Navarrete, afirmou estar acostumado que isso aconteça. Ele arrisca que “às vezes, atinge até as viagens nacionais, pois, por falta de informação, as pessoas ficam receosas”. Para ele, as viagens nacionais só são influenciadas no longo prazo.

O ex-consultor de viagens, Gabriel Gabino Mello Moreira, entende que até mesmo as viagens nacionais são afetadas. “Passagens nacionais, hotéis, alimentação, enfim, tudo o que está ligado ao dólar também sobe de preço”. Ele considera que o turismo rural é a única opção que não se abala em tempos de crises. “Geralmente os hotéis-fazenda produzem sua própria comida. Tudo é bem caseiro, sem produtos importados. O preço não sobe drasticamente com a crise”.

Gabriel Moreira se recorda de quando o dólar alcançou quase R$ 3. “Foi um desânimo total. Muita gente tinha comprado o pacote. Outras pessoas que eram do mesmo grupo, mas ainda não tinham pagado, decidiram desistir da viagem”. Luís Navarrete explica que o valor da passagem se baseia na cotação do dólar turismo do dia em que foi emitida. “Até um tempo atrás, o dólar estava a R$ 1,62. Hoje, ele está cotado a R$ 2,31”.

A acadêmica Fernanda Ellen da Rosa Granja planejava passar o natal e o ano novo com a família em Nova York. Ela diz que economizavam desde fevereiro deste ano, quando decidiram visitar a irmã mais nova, que mora perto daquela cidade. Fernanda Granja fala que além de todos os gastos com a passagem e compras terem ficado mais caros, eles contavam com o dinheiro aplicado na bolsa. Ela se anima e diz que “a situação melhorou um pouco nos últimos dias. Se continuar como está, eles viajarão”. Se o dólar aumentar, a opção seria uma viagem nacional, como para o Nordeste. “Desde que não tenha muito a ver com dólar, está valendo”.


Autor: Laís Inagaki




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