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Movimento estudantil reclama da cobertura da mídia

27/08/2008, 21:41

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) organizou uma comissão de comunicação para facilitar a troca de informações entre o movimento estudantil da UFMS e à mídia sul-mato-grossense. Esta comissão afirmou que a imprensa não tem veiculado as informações corretamente e reproduzem os discursos do reitor, Manoel Catarino Paes Peró, sem ouvir a versão dos acadêmicos.

A mídia produziu matérias sobre o movimento estudantil da UFMS desde seu ressurgimento com a ocupação da reitoria. Fato que deu visibilidade e credibilidade ao movimento. A comissão de comunicação se organizou em grupos para fazer o clipping diário, alimentar o blog da ocupação, produzir os releases à mídia e fiscalizar possíveis equívocos e erros cometidos pela imprensa nas notícias sobre a UFMS.

A comissão de comunicação é composta por acadêmicos de jornalismo da UFMS que se revezam nas funções. Segundo o membro desta comissão, Kleomar Carneiro, “é muito difícil para a mídia veicular as duas versões do mesmo fato, apesar disto ser um preceito básico do jornalismo. Temos várias erratas, entre elas a  questão deles insistirem em falar que no dia da expansão da ocupação, por todo o térreo da reitoria, os acadêmicos terem agredido funcionários. Eles foram chegar lá quase uma hora depois. Não apareceu nenhum funcionário agredido para eles comprovarem o fato. Porque insistem que isto aconteceu?”

O blog da ocupação publicou um texto com alguns dos erros cometidos pela imprensa. Os acadêmicos de jornalismo apontaram como as mais urgentes de retratação o fato de chamaram os estudantes do movimento estudantil de invasores e não de ocupantes. Insistirem que a presença da Polícia Federal foi para convencer os estudantes a deixarem a reitoria, contradizendo a declaração do Delegado da PF, que afirmou que faziam a intermediação da negociação entre a administração e os acadêmicos da universidade. E a mais grave, segundo eles, a de reproduzir a fala do reitor de que a paridade nos votos é inconstitucional, ao contrário do parecer da OAB que confirma a legalidade da paridade nas eleições e nos conselhos deliberativos. 

A comissão de comunicação destaca que alguns veículos ofereceram espaço para a publicação de declarações dos acadêmicos, enquanto outros analisam o direito de resposta solicitado por eles. Para obter mais informações sobre as atividades do movimento estudantil e a ações do Diretório Central dos estudantes da UFMS acesse o blog criado no período  da ocupação da reitoria: http://ocupacaoufms.blogspot.com 


Autor: Fernanda Kintschner




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