![]() |
O Diretório Central dos Estudantes - DCE, em parceria com o Sindicato dos Servidores Técnicos-Administrativos - SISTA, da UFMS lançaram semana passada a campanha “Paritárias Já: Democracia na Universidade”. Para fortalecer a campanha, acadêmicos e funcionários iniciaram uma caminhada, hoje às 9h00, do Estádio Morenão até a Reitoria. O objetivo é pressionar o Reitor Manoel Paes Peró, que não estava presente ao ato, a instituir a paridade nas próximas eleições para reitor, nos conselhos universitários e que os membros do atual conselho aprovem isto. No evento estavam presentes vários acadêmicos e a maioria dos candidatos às próximas eleições para reitoria que também firmaram um compromisso público em que apóiam e prometem que, se eleitos, implantarão a paridade na UFMS. Segundo a regra estabelecida nas eleições passadas, cada categoria da universidade tem uma proporção. Os professores efetivos têm 70% no peso dos votos, os técnicos administrativos têm 15% e os acadêmicos de graduação e pós-graduação também têm 15%. O estudante de física e coordenador-geral do DCE, Ivan Ferreira, afirmou ontem em entrevista que a campanha defende que se mude esta proporção para 33,33% do peso para professores, aos técnicos administrativos 33,33% e também aos estudantes 33,33%. "Igualar os pesos para democratizar os sistemas de votações na UFMS é o que queremos", diz Ivan Ferreira. Hoje os membros da coordenação, inclusive o coordenador-geral do DCE, não compareceram à manifestação, pois tinham prova em seus cursos. De acordo o levantamento da Secretaria de Comunicação da Universidade de Brasília (SECOM/UnB), em 43 universidades federais, 23 possuem consulta com voto paritário e 20 têm votação com peso diferente para os três segmentos da comunidade acadêmica. Confira a lista aqui. Na última sessão do Conselho Universitário ocorrida na UFMS na quinta-feira, 12, membros do conselho pediram ao reitor que marcasse a data para as próximas eleições. Manoel Peró afirmou que não marcaria, o que motivou o DCE, também membro do conselho, votar contra esta decisão de não convocar as eleições. Portanto, o reitor, pressionado pelos estudantes, convocou uma reunião extraordinária para definição da data da próxima eleição para esta semana mas não definiu o dia. Esta reunião que está por vir, também discutirá a questão da paridade. Na manifestação de hoje foi distribuído um abaixo-assinado para reivindicar que as eleições não sejam marcadas perto ou nas férias de julho, pois dificultaria a votação e o acompanhamento por parte dos estudantes. Os candidatos à reitoria presentes também assinaram e apoiaram o abaixo-assinado.