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Bom relacionamento é fundamental para sucesso profissional

02/05/2007, 09:09
Jovem e mercado de trabalho.

Qualificação não é mais a única exigência das empresas em relação aos jovens no mercado de trabalho em Natal. Para que atendam as expectativas de mercado, atualmente são necessários além do domínio global de conhecimentos, ter equilíbrio emocional e desenvolvimento comportamental saudável. A dificuldade de relacionamento nas organizações é vista como conseqüência direta do alto grau de competitividade estabelecido entre os jovens, a partir do momento em que experiência, muitas vezes, inexiste no currículo.

É preciso conhecer

A gestão de conhecimentos é um dos fatores determinantes para se chegar a um posto de trabalho. O jovem que sempre busca informações novas, independente de sua área de atuação, tem maiores chances de se manter em um emprego. Segundo o coordenador da área de Educação e Empreendedorismo do Sebrae-RN, Antônio Carlos, é necessário que o profissional esteja disposto a se atualizar sobre temas diversos para que possa ter um domínio maior no seu campo de trabalho. "Hoje as empresas não querem mais especialistas, querem pessoas que dominem tudo", diz. De acordo com o coordenador, uma das maiores dificuldades dos jovens para ingressar no mercado de trabalho é a falta de prática no que irá exercer. A vivência do dia-a-dia se torna essencial quando o aluno universitário irá por em prática, conhecimentos adquiridos em sala de aula. "Muitas vezes a gente tem que desconstruir tudo aquilo que a gente aprendeu", destaca Antônio Carlos ao ressaltar o choque entre a teoria e a aplicação prática dos conhecimentos pelos novos profissionais.

Individualismo no mercado

Dificuldades de relacionamento, falta de trabalho em equipe e o não comprometimento são as principais causas das demissões entre jovens. Segundo a assessora de encaminhamento da Microlins, Lauana Lima, não basta ter uma boa qualificação para se manter em um emprego. A exigência de se trabalhar um relacionamento interpessoal está cada vez mais vigente nas empresas. "Hoje em dia ninguém trabalha mais sozinho. Todo mundo depende de uma pessoa. Se você não souber se relacionar dentro de uma empresa, realmente você não fica", afirma.

Segundo o conferencista motivacional Paulo Roberto, o alto grau de competitividade entre os jovens é a causa principal da ausência de um bom relacionamento nas empresas. "Isso faz com que as pessoas busquem se relacionar a nível mais individualizado. Às vezes tornam-se extremamente egoístas", diz. Para ele, a busca pelo diferencial no mercado de trabalho no âmbito comportamental é essencial para uma gestão de sucesso. Para solucionar esse problema, o conferencista ressalta a importância das empresas investirem em treinamento comportamental, que possa superar o nível técnico de aprendizagem.

Qualidade de vida

A assessora de encaminhamento, Lauana Lima ressalta também, a busca pela qualidade de vida como uma característica comum entre jovens, a partir do momento em que constata a alta oferta de emprego em funções que exigem certa doação pessoal como na área de vendas externas. Diz, "são quase 600 vagas disponíveis para os jovens aqui em Natal, só que poucas pessoas querem esse trabalho, preferem ganhar menos e ter uma qualidade de vida melhor".

Tecnologia e relação pessoal

Com o avanço da tecnologia, os mesmos produtos oferecidos por diversas empresas pouco diferem entre si. Segundo Paulo Roberto, o diferencial de mercado, muitas vezes se expressa na forma de atendimento e relacionamento interpessoal com o consumidor. Dessa maneira, a procura por profissionais aptos a essa tarefa, evidencia a fusão entre mercado de produtos e de serviços. Diz, "muitas vezes uma pessoa não atende bem, porque não sabe atender, os produtos são os mesmos, as pessoas que irão fazer a diferença".

Novo perfil de empreendedor

A falta de experiência e oportunidades em relação aos jovens no mercado de trabalho se torna evidente, a partir do momento em que empresas passam por um processo de reformulação, no qual buscam o modelo dos pequenos empreendimentos por meio de mudanças estruturais. Trata-se de um modelo ágil, gerido por uma única pessoa, que visa à redução de custos no desligamento de seu patrimônio físico". Neste caso, permanecem no emprego os mais qualificados. Como a tecnologia substitui a força de trabalho ao mesmo tempo em que aumenta a produtividade das empresas, a solução para os que ficaram fora desse processo é optar pela informalidade no mercado, realidade que abrange uma parcela significativa da população do Brasil.

Segundo o coordenador de Educação e Empreendedorismo do Sebrae-RN, estudos mostram que falar em empreendedorismo, não significa se referir a uma visão de negócio de forma específica. Para ele, empreendedor é "qualquer pessoa que busque realizar seus sonhos", que tenha metas e objetivos, além de ter consciência daquilo que realmente deseja. Qualquer pessoa pode ser empreendedora de seu ambiente de trabalho quando tem por objetivo desenvolver suas habilidades e aptidões. A procura crescente dos jovens por cursos que busquem orientação profissional e pessoal, revela preocupação cada vez mais expressiva e precoce em relação ao futuro.


Autor: Shâmala Jewur




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