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Aeroporto de São Gonçalo será referência no estado

27/08/2006, 21:55

O Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante tem sua conclusão prevista para 2010 e será o maior aeroporto de cargas e passageiros da América – Latina, supõe-se uma movimentação de cinco milhões de passageiros por ano, média muito superior ao do Aeroporto Augusto Severo. Sua construção é uma parceria de investimentos públicos e privados e de acordo com a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária- Infraero, todo o seu investimento está orçado em 500 milhões de reais, só no ano de 2006, de acordo com a Infraero se gastará, em média, 16,1 milhões.

Segundo o coordenador do CREA-RN, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, João Lopes, o Aeroporto gerará uma população flutuante de 20 mil pessoas, será o quinto aeroporto maior do mundo e o tempo de permanência das aeronaves em suas pistas será menor. De acordo com o coordenador do CREA, há uma constante paralisação das obras, o que pode causar atraso em sua conclusão.

O Complexo Aeroportuário da Grande Natal, quando concluído, será o primeiro aeroporto-cidade do Brasil, pois levará em consideração todo o planejamento em seu entorno. Essa tem sido uma das maiores discussões em relação ao aeroporto, para que futuramente, com a expansão urbana, não haja problemas com os projetos de ampliação da área turística e de lazer que o aeroporto venha oferecer, exemplo do que acontece em vários aeroportos do Brasil.

Enquanto o projeto estiver em andamento irá proporcionar 30 mil empregos diretos, além de trazer progresso e crescimento socioeconômico para grande Natal e especialmente para a Zona Norte, que se tornará a principal entrada da cidade. Um exemplo disso é que o Aeroporto terá capacidade de receber aeronaves que hoje só pousam no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo e do Galeão, no Rio de Janeiro, além da atração de indústrias que ele também proporcionará.

O Governo do Estado se responsabilizou da construção de estradas de acesso ao novo aeroporto, um exemplo disso é a ponte Forte-Redinha e a duplicação da Via Costeira, pois além da economia, o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante causará impactos também no trânsito e em outros setores. Por isso, várias modificações deverão acontecer até a sua construção para que a cidade suporte tais mudanças.


Autor: Site Assecom / Indira Nascimento




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