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Construção de cerca em Jenipabu divide bugueiros e IDEMA

25/08/2006, 21:23

O cercamento do morro de Jenipabu, realizado no último dia 23, gerou protestos entre os buggueiros e a população local. As cercas foram colocadas pelo IDEMA- Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente sob a justificativa que a subida nas dunas está sendo prejudicial e que em poucos anos as dunas poderão desaparecer. O cercamento poderá prejudicar a economia local e o tradicional passeio de buggue na região.

Os buggueiros temem que o cercamento impeça o famoso passeio turístico pelas dunas do local. Segundo a entrevista dada para InterTV Cabugi no último dia 24, o assessor técnico do IDEMA, Estevão Lúcio, disse que as cercas recentemente colocadas pelo instituto no morro de Jenipabu, não visam acabar com os passeios de buggue. Para a atividade, afirma Estevão, haverá uma regulamentação que tornará possível as práticas de subida nos morros muito procuradas pelos turistas.

Para o assessor técnico, as cercas irão servir apenas para impedir a subida de buggues e pessoas pela “parede” das dunas. Apesar de admitir que foi uma medida drástica, o assessor justifica com o fato de que a degradação das dunas está visível e o impacto econômico para a cidade seria muito maior se as dunas simplesmente desaparecessem. “Será feito parecido com o que foi feito em Ponta Negra” afirma Estevão.

O IDEMA também pretende trabalhar com a educação da população local e a conscientização das pessoas que trabalham em Jenipabu. Para o assessor técnico do instituto, as cercas não são boas para paisagem, por isso será feito um programa de conscientização das pessoas a fim de evitar danos à vista com a subida pelas “paredes” das dunas e para que as cercas possam ser retiradas.

Os buggueiros afirmam que a degradação das dunas de Jenipabu está ligada a expansão imobiliária irregular que acontece no local. Para eles, essas construções impedem a circulação de massas de ar que são responsáveis pela movimentação das areias das dunas. Essa falta de circulação aliada a outros fatores, segundo eles, é que colabora para a degradação das dunas.

O impacto econômico não se limita apenas aos buggueiros. Atividades como o “skibunda” e as vendas de água de côco serão prejudicadas. Isso irá ocorrer, porque os buggueiros terão dificuldades no transporte de turistas para a praia durante a maré cheia. A cerca irá fazer com que eles tenham que voltar até a Zona Norte para poder seguirem o percurso, o que inviabiliza o transporte de pessoas para a região e prejudica a economia local.


Autor: Tribuna do Norte/Fábio Farias




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